Olimpíadas; Não é apenas esporte

A Olimpíadas que veio para mostrar que além de atletas há seres humanos a serem vistos

Mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Verão se encerra, a edição de Tóquio sofreu um atraso de 1 ano, o que era para acontecer em 2020 ocorreu em 2021. Eu tive o prazer de ficar por dentro e acompanhar as brasileiras que nos representaram em Tóquio. Atualmente faço uma cobertura esportiva pelas mídias sociais no Portal Jornal das Minas, mais especificamente mulheres no esporte em prol de divulgar e valorizar as atletas.

Nas olimpíadas de Tóquio também se abriu algumas discussões, não inéditas , mas que talvez sem tanta repercussão ou atenção necessária para debater o assunto. Seja conciliar saúde mental ou atos políticos com as práticas esportivas.

Mente + Esporte

Biles na disputa por equipe. Foto; Gregory Bull/Ap Photo

Primeiro vamos falar do grande nome de Simone Biles, tida como a melhor ginasta do mundo, chegou em Tóquio como favorita. Logo após se classificar em várias finais, a ginasta havia declarado sentir o “peso do mundo em suas costas“. Nas finais em grupo após executar mal um salto, Biles desistiu e foi substituída, aparentemente parecia algo como preservação do corpo paras as finais individuais, mas logo a própria declarou que queria preservar sua saúde mental. Em seguida também não participou das finais individuais, comparecendo apenas na final da trave onde conquistou o bronze.

Não somos apenas atletas. Somos pessoas. E, às vezes, é preciso dar um passo atrás

Biles com a medalha de bronze. Foto; Jae C. Hong

Após a desistência de Biles gerou-se uma imensa discussão entorno de sua decisão e da pressão no esporte em relação a saúde mental do atleta, muitos especialistas e atletas opinaram sobre o caso e a maioria apoiou a atitude e declarou que Simone Biles foi exemplar. Muitas vezes e preciso saber parar, alguns especialistas ouvidos pelos os jornais desataram que Biles precisou ser corajosa para tomar essa atitude.

Politica + Esporte

A manifestação politica também vem sendo muito discutida a um certo tempo. Aos poucos alguns eventos vem sendo mais flexíveis, porém outros não. No caso das olimpíadas o COI (Comitê Olímpico Internacional) permitiu que as manifestações fossem feitas em entrevistas, reuniões e redes sociais, mas proibiu qualquer tipo de manifestação durante a cerimônia do pódio.

Raven protestando no pódio. Foto; Francisco Seco/AP

Interseção onde todas as pessoas oprimidas se encontram

Raven no arremesso de peso. Foto; Ben Stanssal/AFP

Nas Olimpíadas de Tóquio atleta estadunidense de arremesso de peso Raven Saunders fez um gesto de “X” com os braços, de acordo com o COI ela infringiu as regras e encaminhou ao USOPC (Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos) para tomar as devidas providências.

Raven declarou que o gesto significa o ponto onde todas as pessoas oprimidas se encontram, e que usa de suas conquistas como inspirações á comunidade LGBTQIA+ e pessoas que lutam com problemas de saúde mental. Raven já teve depressão pensando até mesmo tirar sua própria vida em momentos de crise.

Debates

Temos duas discussões que sempre terão espaço em pauta e algumas divergentes opiniões, em relação a saúde mental do atleta ao seu desempenho foi mais que comprovado, temos Simone Biles dando exemplo e tomando uma decisão difícil, e de Raven que fala abertamente sobre o assunto após passar por momentos bem difíceis envolvendo sua saude mental, e também temos exemplo de Rebecca que ressaltou que estava calma durante a competição e reforçou o acompanhamento psicológico que teve para conseguir tranquilidade que precisava para executar sua performance.

Rebeca Posando com suas medalhas. Foto; Laurence Griffiths

Sobre protesto no esporte em geral, a principal discussão gira em torno de misturar esporte política, como se fosse possível. Politica e esporte sempre andam juntos, sempre andaram, os países investem para mostrar sua força e potência. A um claro silenciamento das minorias mas nunca um ajuste para a igualdade. Em relação ao Brasil, há uma romantização do esforço do próprio atleta , as dificuldades que muitas as vezes podem ser supridas pelo apoio e incentivo de autoridades.

Quando um atleta alcança um status e visibilidade em que poder ouvido além de um direito ele tem um dever de usar sua voz e força para os que estão em caminhada.

Publicado por eulumello

Olá, sou Luciene e aqui está meu site com meus atributos profissionais. Sou estudante de jornalismo, amante da arte de ensinar através da informação.

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